"Um bom líder sabe analisar bem as competências curriculares; um líder exepcional analisa tudo aquilo que o CV não diz"
É com esta frase que iniciamos nosso post do dia. Quando falamos em gestão de pessoas e RH no século XXI, precisamos esquecer aquela imagem do recrutador fazendo perguntas como se fosse um interrogatório do FBI e causando verdadeiros ataques de pânico nos candidatos. 

Hoje em dia os processos seletivos buscam enxergar aquilo que não está contido no cúrriculo. 
Cada vez mais, habilidades como boa comunicação interpessoal e resolução de conflitos, estão sendo analisadas e podem se tornar um ponto extra na hora da contratação. As dinâmicas de um processo seletivo estão buscando encontrar o diamente escondido e toda a estutura comportamental dos possíveis colaboradores estão sendo levadas em conta. 

Hoje, não é mais o candidato que vem da melhor faculdade que garante a vaga, mas sim, o que tem melhor adaptabilidade e consegue uma maior integração com a equipe. Com a liderança colaborativa ganhando cada vez mais espaço, as empresas vêm modificando suas estruturas-base. Já não vemos mais o modelo de liderança soberana, onde o chefe exerce uma autoridade indicustível, se mantém em um patamar acima dos demais e causa até um certo medo no resto da equipe. Foi-se o tempo (felizmente) da hierarquia absoluta, onde os colaboradores eram apenas abelhas operárias que não expandiam suas funções e não participavam de todas as etapas dos processos internos.
Tanto para o líder moderno, quanto para o funcionário antenado, mais do que nunca precisamos manter nossas habilidades extracurriculares atualizadas. Por isso estamos vendo um aumento significativo na procura de cursos livres como Neurolinguística, Comunicação Não-Violenta, Gestão Pessoal e Interação em Ambientes Corporativos. Aliás, se você ainda não fez um destes, eu particularmente, recomendo que você faça e já dê àquela atualizada básica no currículo! 
Também pesando nisso, em desenvolver as competências do funcionário como ser humano individual, várias empresas estão adotando uma nova postura de comunicação e modelo de trabalho. Não é mais algo de se espantar, que encontremos funcionários praticando Yoga ou Mindfulness com instrutor, durante o expediente. Porque as empresas brasileiras entenderam que motivar os colaboradores vai muito além do que pagar uma bonificação pela meta batida ou ameaçar a estabilidade do emprego, caso o colaborador não atinja o esperado. Esse sistema arcaico, baseado em recompensa e punição, não funciona mais. 

Por isso, o patrão enxergou vantagens em investir no bem estar dos colaboradores e em pontuar essas competências que não estão possuem diploma, mas que são extremamente importantes para formar times campeões. É melhor investir nos talentos que você tem e valorizá-los do que ficar com medo de perdê-los para a concorrência. Ninguém gosta de pular de galho em galho, e tudo que buscamos, tanto os gestores quanto os colaboradores, é estabilidade e comprometimento; financeiro, pessoal e emocional. Seu funcionário não vai querer sair se ele enxerga real possibilidade de crescimento e se sente valorizado. E, mesmo que ele saia algum dia, então você terá se tornado um formador de talentos, um "Headhunter", e não apenas mais uma empresa que segue a cartilha convencional. 
E se você, colaborador, está buscando novas oportunidades, que tal investir nas suas aptidões, mesmo que eles não constem no seu curriculo? Todos nós temos habilidades que podem ser muito úteis se somadas à outras habilidades dentro de uma equipe, diferenças que se complementam muito bem. Estimule essas competências, se não tiver como descrevê-las no CV, não se preocupe. Um bom profissional saberá extrair as informações que precisa e acima disso, saberá reconhecer esses diferenciais. 

Recrutadores, prestemos atenção principalmente ao que não é dito e saibamos integrar e principalmente estimular tais predicados. Uma mente criativa em mãos habilidosas, valem mais do que um MBA teórico!

Bruna Stamato (Grupo Braindemy de Desenvolvimento Pessoal)