sexta-feira, 22 de março de 2019

Já não fazem mais música e gente, como antigamente



Ou eu estou vivendo na época errada ou o ser humano está perdendo a graça.
Mas, a verdade, é que ando cansada desta ditadura moderna do desapego e da superficialidade. 
Músicas que só são refrão e gente que não usa o coração.
Ambos, sem melodia; sem alma. Sem verdadeira paixão. 
Mentes e melodias que não prendem a atenção.
Não dizem nada, não emocionam, não são capazes de tocar profundo. 
Artistas, os que fazem música e os que fazem cena, não são capazes de conquistar uma pessoa só, pois estão muito preocupados em conquistar o mundo. 
Letras e corpos que ensaiam, mas que não fazem ideia do que é fazer amor. 
Shows, nos palcos e na vida, de gente que só alimenta o ego e deixa a alma desnutrida. 

Foi-se o tempo em que se ansiava para dançar junto, em que se dedicava música pela banda do baile, em que se mandava uma letra como pedido de desculpa. 
Foi-se o tempo, em que se olhava nos olhos e que se compreendia tudo, em que os beijos eram alma a dentro e não somente da boca pra fora. 
Foi-se o tempo em que amar era ato nobre e de se dar orgulho, em que o compromisso era com alegria e respeito, e não só mais um jeito para não se estar sozinho, de gente que não suporta a própria companhia. 
Hoje em dia, as pessoas não se encontram e se apaixonam mais, apenas se "pegam" e se largam com uma facilidade assombrosa. 
Na ditadura moderna da felicidade, não é mais permitido sentir. 
Amar virou sinônimo de fraqueza. 
E estão confundindo 'amor - próprio' com egocentrismo; empoderamento com arrogância; liberdade com solidão. 

Uma geração, que apelida um monte de coisas de 'Amor', mas que dele, tem absoluto pavor. 
Gente que perdeu o tom...canção, sem nenhum dom...
Mas, o baile vai seguindo.

E nós, também vamos seguindo, ninguém sabe para onde está indo, mas o importante é não parar.
Não pare. Não sinta; não admita; não procure. Não deixe o outro saber que você muito o quer. 
O melhor é esquecer, arrumar alguém mais fácil, para passar umas horas e depois sumir com uma desculpa qualquer. 

Pegue na mão, mas não segure firme. 
Amasse, mas não permita afagos na alma.
Beije, mas não sinta nada além de mero tesão. 
Leve para a cama, mas não para a vida. 
Até ligue, mas jamais atenda rápido. 
Faça o jogo. 
Ou será taxado como bobo. 

Ando sem paciência para músicas (e gente) tão iguais...sempre o mesmo ritmo, a mesma falta de assunto. Versos que não rimam, gente que não chega junto. 
Artistas de 1 música só; pessoas de uma noite só. 
Artistas e meros mortais, com agendas lotadas e suas casas, vazias...
Que ironia!
"Peace & Love" hoje, só nas camisas da modinha...
A geração ‘Desapega’ desconhece emoções genuínas, mas segue a a mesma linha. 

Segue o mesmo script; um único padrão.
Não sai do roteiro. 
Gente que se acha FODA demais para dar sua magnitude para uma única pessoa.
E gente que se acha FODA de menos, para conquistar alguém.

Não me encaixo nesse contexto. 
Gosto de tudo que o amor traz...gosto de dedicar texto; fazer planos para a vida e para a noite logo mais...
Gosto de planejar viagem de fim de semana e almoço de domingo na casa dos pais. 
Pois é, ando com melancolia...das boas músicas e dos bons amores de tempos atrás...


Bruna Stamato









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quinta-feira, 14 de março de 2019

Faça seus rituais; encerre seus ciclos. É hora de dizer adeus.


Não é fácil dizer adeus a tudo que tanto lutamos para manter ao nosso lado. 
Não é fácil dizer adeus ainda com o coração cheio de amor. 
Não é fácil dizer adeus a todos os sonhos que cultivamos durante tanto tempo. 
Mas soltar é preciso.


Dizer adeus não quer dizer que também daremos adeus ao amor, às lembranças e à saudade. Esses sentimentos podem nos acompanhar ainda por um tempo, mas encerrar o ciclo é dizer ao coração que damos conta. Porque podemos conviver com uma lembrança ou outra, com o resquício de um amor, mas não podemos cultuar memórias póstumas de algo que acabou para sempre. Não é saudável, nos faz mal. 

Nós, nossa civilização, é regida por rituais. Não à toa, temos o ano novo, que nada mais é que colocar um ponto final no tempo, que é infinito. Mas nós precisamos desses ritos de passagem. Nós precisamos jogar fora as coisas velhas.
É hora de se desfazer de símbolos, de tudo que tenha um apelo sentimental muito forte e que te traga dor. A mente humana precisa disso, para absorver melhor todo o processo de luto. E para conseguir se reorganizar para poder se recomeçar. 
Vamos lá! Pode doer agora, mas tá na hora de tornar passado tudo que não estará no seu futuro. 
É hora de se desfazer da aliança. Da foto de cabeceira. Dos retratos empoeirados e quase santificados na prateleira... 
É hora de mudar o cheiro da casa. A roupa de cama. 
É hora de deletar o contato; de parar de seguir nas redes - e na vida. 
É hora de cortar o vínculo. A maior quantidade de vínculo que se possa. 
É hora de andar sozinho, com as próprias pernas. De deixar a LUZ entrar; no quarto e na alma. 

Certas vezes, arrastamos a corrente do adeus que negamos por tempo demais, isso consome nossas forças e não permite que o novo se chegue. As energias ficam travadas e não saímos deste ciclo. De repente, nossa vida está estagnada e nós perdemos a alegria. 
Dizer adeus nos alivia. 
Não é fraqueza. Você foi forte demais chegando até aqui. 
E daqui para frente, é contigo! É você e a Vida, amigo! Ela está te esperando.
Mas você só vai ter real qualidade de recomeço quando fizer a faxina. 
E liberar espaço no seu coração para novos amores e para as infinitas possibilidades que se apresentam a cada novo instante. 

Feche o livro. Bata a porta e vê se não volta! Saia sem olhar pra trás. Desapegue das coisas materiais... É o teu espírito que está precisando de paz. 
Diga ADEUS para o esse seu velho Eu, porque você está começando uma linda e nova fase. Rancores e melancolia pesam demais para trazermos na bagagem. 

Se perdoe, perdoe quem tem que ser perdoado, deseje felicidade e vá seguir teu caminho. É hora de focar em você. 
Um adeus bem dado é um remédio milagroso. É a melhor forma de autocura que eu conheço. 

É absolutamente libertador, por mais assustador que possa parecer. 
Nem tudo precisa ser guardado em velhas caixas em cima do armário, já basta as cicatrizes que nos provocaram. 
Deixe só o que traz conforto e felicidade para o coração.
O que não for para te fazer sorrir, não tem motivos para se perpetuar. 

Diga ADEUS ao passado e diga OLÁ ao Novo. O futuro é agora. 

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Procura-se um amor que goste de curtir a vida


Procura-se um amor que goste de curtir a vida. 
Na descida para a praia ou na subida para a serra. 
Em casa no sábado assistindo série ou curtindo as próximas férias na Inglaterra.
Um amor que releve rápido as desavenças, que prefira rir da situação a guardar mágoas; que faça amor, não guerra.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

A culpa foi minha por idealizar tanto




Tanto eu tinha para viver ao teu lado...
Tanta coisa pra dizer. 
Agora com o coração em pedaços, preciso tratar de me refazer.

Me refazer de tantos planos frustrados, de tantos lindos sonhos friamente assassinados. Tanto amor desperdiçado, e tanto amor ainda por fazer...tanto abraço guardado, que nunca mais irei dar em você. Me dói tanto que eu não consigo sequer expressar.
Como eu gostaria de arrancar meu coração e jogá-lo em alto mar, com certeza doeria menos do que a tua indiferença.
Antes um tubarão faminto para o devorar, do que essa saudade que me mata lentamente, segundo a segundo, dia após dia.
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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Você ainda é o primeiro e o último pensamento dos meus dias...


Sento para escrever, ouvindo Alicia, altas horas da madrugada, na esperança doída que você leia, assim, sem querer....
"Não acredito!" talvez você possa dizer, mas amor, eu juro, que no meu coração só dá você!
Não tenho contado no calendário os dias desde que nos separamos, mas o Tempo parece não querer passar para mim.
Teu cheiro ainda está tão vivo e quase consigo abraçar a saudade que sinto. De abstrata, ela não tem nada...é tão concreta que quase nos tornamos amigas.
Nas horas que em que chego cansada e tudo que eu queria na vida era deitar no seu ombro, lá está ela. Parece que meu eixo de equilíbrio não é o mesmo desde que você se foi...
Como se, nitidamente, faltasse uma parte. E ai de quem diga que não falta.

O "para sempre" sempre me pareceu pouco tempo para estar ao seu lado.
E não tenho planos para me tornar seu passado.
Minha ânsia de viver você é, com certeza, maior que o próprio Tempo, pois o faz parece tão pequeno diante da grandiosidade desse sentimento.
O passar dos anos não diminuiu em nada tudo isso que eu sinto por você.

Antes, vontade. Uma enorme vontade de te ter... Hoje, saudade. Uma enorme saudade
de te ter.
Antes, expectativas. Hoje, lembranças tão vivas de nós dois.
E aquele desejo de poder voltar e fazer muita coisa diferente.
Não vejo a hora de sentir teu cheiro na pele e não somente nos lençóis que ficaram.
Andamos pela rua com aquela tristeza contida, de quem não engoliu a despedida e espera um reencontro.

Pode ser em uma esquina qualquer, perto daquele teu restaurante preferido, ou quem sabe no domingo, onde costumávamos ir...
A verdade é que me tornei isso, uma sombra de você. Um depósito de tudo que fomos um dia. Um livro cheio da nossa história, que aguarda um ponto final.
Guardo, as roupas que você esqueceu; os livros que você deixou. Suas fotos por todo lado...e aquela nossa última viagem como fundo de tela do meu computador.
Uma parte de mim acredita que é só uma viagem, que você vai chegar em breve. A outra, não quer nem pensar o que fazer com essa casa vazia. Com essa vida, vazia.
Uma ausência tão contundente que posso ouvi-la. Um silêncio que diz tudo aquilo que eu mais temo escutar.
"Acabou".
"Acabou". Ele insiste em me falar...
E por mais um dia, eu me farei de surda.
E continuarei a cultivar todas as sementes que o nosso amor deixou.
A tua alegria esfuziante, o som alto pela casa, teus olhos que dizem tanto; toda sonoridade do teu riso...suas bebidas no congelador.
Vai que você volta, e traz o Sol de volta, e acaba com essa dor?!
Só assim, por precaução, vou cuidando direitinho, das tuas garrafas de vinho e deixando carregado o seu barbeador...

A tua falta me faz companhia e você ainda é o primeiro e último pensamento do meu dia.
Rezo por você todas as noites e para que você também esteja pensando em mim...
Eu te amo, hoje.
E por todos os hojes de toda a minha vida.


Bruna Stamato



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Não existe medo ou ansiedade, você é o seu lar.




Pense em uma viagem muito longa. A qual você nem sabe a data certa de retorno, não sabe direito o que te espera, mas sabe que tem que ir, que talvez seja bom pra você. 
Você conhece novos lugares e embora aprecie tudo isso, uma hora começa a bater àquela saudade de casa... 
Saudade da sensação perdida de aconchego. De segurança, de cheiro de café fresquinho sendo passado de manhã...cheiro de roupa de cama limpa. Saudade do afago, do colo da mãe. Da proteção.
Pois bem, é exatamente isso que acontece com os nossos espíritos. 
Estamos em uma viagem muito longa aqui nesse plano Terrestre, nesta encarnação, mas nossos espíritos não são nativos deste mundo. Somos viajantes, viemos de um outro tempo-espaço, de outras encarnações... por tanto, nada mais natural que sintamos saudade de casa. Do nosso lar. Que nos sintamos cansados da viagem...com uma vontade de retornar ao útero de nossas mães. Mas, antes de habitarmos o útero materno, habitamos o TODO. Somos o Todo. Somos parte ativa e inseparável do Universo e de Deus. Então, nada mais justo que queiramos retornar à todas essas sensações boas perdidas.
É aquela famosa saudade de não se sabe bem ao quê. 
Nossa mente pode não saber racionalmente do que sente falta, mas nossos espíritos sabem muito bem.

Nossa experiência aqui se baseia unicamente em SENSAÇÕES. Vivemos nossas vidas nesse plano físico basicamente para 2 coisas: Evitar a dor e Aumentar o prazer.
Tudo é sobre sentir e o que os pensamentos são capazes de nos causar. 
Afinal, o que adianta todo mundo te dizer o quão belo você é, e você não se SENTIR bonito e atraente?
O que adianta ter dinheiro e não sentir-se verdadeiramente RICO e influente?
Do que vale ter um companheiro, um marido ou uma esposa e não se sentir AMADO?
O que adianta ter tudo e não se sentir GRATO por isso??
O que resolve ser magro e não sentir-se magro e esbelto?

E por que um pensamento qualquer é tão poderoso que nem uma bomba atômica, capaz de nos causar crises fortíssimas de pânico, com sintomas físicos, mexer com o intestino, deixar a boca seca, tremores, nos causar taquicardia e nos dar a sensação de falta de ar e de morte iminente, mas não conseguimos fazer a reação contrária e desencadear crises de bem estar e euforia com um mesmo pensamento qualquer?

Porque não acreditamos que isso seja possível. Mas se um pensamento te causa a sensação de morte, ele também pode, com a mesma intensidade, te causar uma sensação boa, de vida, de segurança, de tranquilidade.
E é isso que venho compartilhar com vocês hoje.
Venho trazer a minha técnica pessoal, que desenvolvi já há alguns anos e que me foi absolutamente fundamental para que eu me livrasse de vez das minhas crises de alta ansiedade generalizada e pânico.
Tendo a premissa de que nossos espíritos não são nativos e que por tanto, estamos "fora" da nossa terra natal, vamos dizer assim, e acolhendo por tanto as inseguranças e medos que essa viagem longa e solitária normalmente causa na maioria das pessoas, desenvolvi esse conceito, que me promove a SENSAÇÃO de segurança e paz.
De onde vem a ansiedade? Da antecipação. Da incerteza. 
Da sensação de insegurança e de que não vamos dar conta de tudo. Como pagaremos as contas que estão vindo cada vez mais altas?! E se perdemos o emprego, como faremos?!! E se algo acontecer com um ente querido? E se ficarmos doentes, quem cuidará das coisas? E se não conseguirmos passar no vestibular? E se o casamento não der certo? Se meu marido me deixar, meu Deus?
A lista de "E se" é infinita e apavorante e dá vontade de sumir desse mundo, literalmente. 

Mas, pense agora, que você então, que está cheio de problemas de toda natureza, que está cansado da viagem e sofrendo de ansiedade, finalmente regressa pra casa.
Sim, sim! Você está de volta ao seu lar. Sinta-se chegando em casa. Se promova a sensação de como é maravilhosa regressar ao lar depois de tanto tempo fora. 
As suas coisas estão todas arrumadas. O cheiro de café fresco está no ar. O aroma de baunilha ou lavanda está nas roupas de cama e tudo está em perfeita ordem e harmonia.
A temperatura está amena, as flores estão lindas e as pessoas queridas chegarão em breve. 
Aqui, no seu lar, você sabe que é amado, respeitado e que pode ser somente você, sem disfarces ou amarras. 
Você está muito cansado e amedrontado, mas cumpriu sua missão na viagem com louvor. Agora você pode relaxar... descansar. Dormir em paz. Aqui, no seu lar, suas contas estão pagas, sua despensa está cheia e nenhum mal te alcança. Sua morada é segura. Por mais que tentem chegar ao portão e ameacem invadir, você sabe que está totalmente seguro. Ninguém achará o caminho para a sua casa, ela é totalmente protegida. 
Só entra quem você convida. 

Pense nos aromas que te trazem conforto e paz, pode ser algo da sua infância ou um perfume que goste. 
Você é o arquiteto, quero que você projete cada detalhe da sua casa. Como ela é? A minha é um chalé rústico na montanha, onde o clima sempre está nublado e fresco e eu posso sentir o cheiro da terra molhada pela chuva e do café. Tenho uma varanda maravilhosa no andar de cima, onde consigo ver todo o vale de montanhas que me cerca.
Idealize cada detalhe do seu lar. Pense na decoração, no jardim. Está Sol? 
Não importa a tempestade que faça aqui fora, no mundo "real", lembre-se que você também não está correndo um risco real de morte quando tem crise de pânico e que para o seu cérebro isso é apenas um detalhe e que ele ignora por completo. Nossas mentes não sabem distinguir o que é "REAL" do que é "imaginário". Por isso insisto em dizer: O mundo "real" começa a existir primeiramente dentro de nós. E então é exteriorizado e criado de acordo com essa representação que temos.

Dessa forma, criando o seu lar, a sua casa, você pode voltar para ela todos os dias no fim da tarde. Quando algo ou alguém te chatear e importunar, vá à sua casa. Descanse, respire fundo, sinta os cheiros no ar. Quando a ansiedade bater, lembre-se que aconteça o que acontecer você está seguro, você não está desamparado à mercê de um mundo cruel. Você agora tem o seu lar dentro de você. Você acessa quando quiser. 
Se dê esse presente. Desenvolva os gatilhos que irão disparar as boas sensações todas as vezes que você quiser. E desta forma, te levar para a sua casa.
Assim, nos reconectamos com Deus, com o Todo e tomamos a consciência de que somos energia pura, somos almas e nossas almas podem ir para casa quando querem. 

Acabou a ansiedade e o medo. Você está amparado e protegido. 
Você É DEUS. Você É O UNIVERSO. Você É O SEU LAR. 
Fique em paz!
Um beijo grande.









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