quarta-feira, 17 de junho de 2015

A saudade que a ausência dos teus defeitos me causou

Ai que saudade daqueles seus ataques de ciúmes. De quando você reclamava da minha roupa curta ou já saía de casa com a cara "fechada" por achar que outros homens mexeriam comigo na festa...mas ninguém mais no mundo me acharia tão atraente assim, você achava porque me amava e o amor faz isso mesmo com a gente. Hoje eu vejo que era zelo, carinho e ah! Que saudade eu tenho disso! Nunca mais ninguém cuidou tão bem de mim como você. Que saudade daquela sua mania boba de olhar tudo na casa 10 vezes antes de sair.Você sabe...eu não ligo muito pra isso então sempre deixava uma luz acesa ou a janela aberta, nunca mais encontrei alguém me completasse tanto assim. Que saudade do seu jeito IRRITANTE (é bem verdade) de ficar mudo durante uma "discussão" - ou monólogo meu- e depois perguntar "Acabou?" - Ninguém mais nessa vida me deixa falar, falar e falar e pôr pra fora tudo de ruim que eu queria e ninguém mais faz, desse jeito, com que eu me acalme em 10 minutos. Me dá saudade até do seu temperamento caseiro, tão diferente do meu...eu trocaria todas as festas e viagens do mundo pela sua companhia aqui, agora, acredite. Saudade de colocar uma lingerie nova esperando que você adorasse e me "frustrar" porque você nem prestava atenção porque o que você queria era que eu estivesse ali de qualquer jeito...ninguém mais no mundo prestou tanta atenção em mim, na minh´alma e não no que eu vestia ou deixava de vestir, como você. Saudade de ficar irritada durante 2 horas, pronta pra sair, enquanto você via futebol na televisão...é, pensando bem, eu achava um barato as suas reações e caras perante cada lance do jogo e adorava a sua empolgação quando seu time ganhava, agora eu posso confessar. Agora eu posso confessar porque você já não está aqui...porque você não vai ler isso tudo. Porque eu já estou longe dos teus defeitos e porque eles todos me causam uma saudade absurda, um buraco inestancável no coração. Que saudade de te abraçar forte no meio da noite, só pra me certificar que você estava na cama e não me deixaria nunca. Que saudade de te ver dormir. De te dar um "bom dia" pessoalmente. Que saudade daquela expectativa que tomava conta dos meus dias, esperando você chegar do trabalho pra te contar como eu tinha conseguido resolver meus problemas e que saudade do jeito que você ouvia tudo, prestando a maior atenção... Que saudade de ser o seu mundo. O lugar pra onde você corria quando as coisas davam errado e da onde não queria sair quando tudo estava em paz. Saudade da sua tranquilidade exagerada que as vezes me deixava louca mas ninguém mais no mundo me aguenta e me equilibra como você fazia. Saudade do seu jeito falante, extrovertido, que as vezes me deixava brava por ser sempre tão atencioso com todo mundo, até com a garçonete e que me causava um ciuminho ardido mas depois me fazia rir de tudo. Saudade daquele seu sorriso sem graça e da sua gargalhada espontânea... Saudade de você por inteiro, que ao mesmo tempo que me irritava com teus defeitos, me fazia morrer de amor por todos eles. Ninguém mais no mundo tem defeitos que eu ame, como você. E que agora, me faz morrer de amor, cada dia um pouco, num subversivo quase louco, que a falta dos teus defeitos me causou.

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