sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Quanto de mim ainda há em você?



Não precisa responder.
Talvez ninguém saiba e você nem ouse dizer, mas eu bem sei que ainda há muito de mim em você.
Os assuntos interessantes que você puxa com a sua nova companhia, algumas frases feitas que eu formulei, algumas opniões que você agora acata como suas e minhas convicções em tudo aquilo que os olhos não vêem.
Eu sei...eu sei.

Espero que junto com as minhas palavras, o som da minha voz ainda esteja vivo aí dentro.
E que isso te cause certa inquietude em algum momento...
Espero que mais que repetir por aí o que eu costumava te dizer, eu realmente tenha conseguido te mostrar um novo mundo.
Espero que você tenha aprendido algo comigo e que daqui pra frente lute com mais empenho por quem você diz amar.

Espero que as minhas ideias e ideais tenham convencido seu coração e que você não cite meu autor preferido só para chamar atenção.
Espero que todo amor e tempo que dediquei a nós dois não tenha sido em vão...

Quando a vontade de conversar ou me perguntar o que fazer bater, não me escreva. Eu já não tenho nada de bom a te oferecer.
Continuo com o meu amor intacto e a tua ausência me fazendo companhia no café.
Quando quiser alguém com quem compartilhar tuas angustias e vitórias e esperar ouvir de volta que não se preocupe tanto pois tudo vai ficar bem, tente alguma dessas moças bonitas que te fazem sorrir falsamente nas rodas de bar.
Contenha o ímpeto de me procurar, mesmo sabendo exatamente onde me achar.
Sinto muito se nenhuma delas preenche mais do que o meu lugar na tua cama ou no banco do carona...

Aposto que as suas necessidades estão sendo bem atendidas e não duvido que lhe tenha sobrado um pouco de afeto, mas quando a necessidade for de amor, de cumplicidade, de paixão correndo na corrente sanguínea, sinto te dizer, mas o meu silêncio vai te machucar.
Não precisa admitir. Guarde a confissão.
Eu bem sei o quanto de mim ainda existe em você. Mas nunca irei perguntar...
Eu sei porque é exatamente a parte que me falta, em tanto que a ti me doei e que ninguém mais nesse mundo será capaz de ocupar.

Bruna Stamato




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