segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O amor é imperfeito

Sabe esse amor lindo, de novela, que você vive procurando por achá-lo perfeito? Esqueça! Você não vai encontrar. Porque os melhores amores, esses que a gente leve guardado no peito a vida toda, esses são raros e...imperfeitos! Não são olhos azuis numa pele translúcida que garantem a conquista, confesse, aquela garota com sardas estrategicamente posicionadas no nariz e bochechas e com profundos olhos negros, te atrai muito mais. Não são dentes alinhados e um sorriso de capa de revista que fazem teu coração disparar, é aquele sorriso meio tímido, de ladinho, com os caninos um pouquinho maiores que garantem ao cara um charme irresistível! Beleza é fácil de achar! Ah, mas que droga! Não é só de beleza que estamos falando! É daquele “Q” á mais. E sabe que “Q” é esse? O “Q” da IMPERFEIÇÃO! Alguma vez na sua vida você já se perguntou “Ah mas porquê esse cara baixinho e magrelo se o outro é bem mais bonito?” Porque o coração é tolo, o amor é cego e a paixão é inexplicável! Sempre gostei de caras altos mas certa vez me apaixonei irremediavelmente por um baixinho, com dentes meio separados e que tinha lindos olhos castanhos-quase-verdes! Já troquei o bonitão da escola pelo nerd de óculos...porque eu achava extremamente sexy bagunçar todo o seu cabelo e tirar seu óculos para darmos longos beijos...é isso! Ser sexy nada tem a ver com ser bonito. Conheço gente linda, homens e mulheres “perfeitos” que não me inspiram absolutamente nada, parece que estou olhando para um quadro numa exposição...sei lá, curto mais os desenhos á mão livre dos artistas de rua, sabe?! ;) Tem gente que chama de LUZ! De borogodó! De estrela! De ISSO! Não é o cabelo impecável, escovado e que não sai do lugar que atrai a maioria de nós, humanos, é o jeito como a pessoa mexe no cabelo...é a entrega de deixar-se despentear...é o sol batendo na íris, a curva da cintura...não o número do manequim. É a pegada, a intensidade das mãos, a vibração dos corpos...a força do abraço!!! Não os músculos enormes, em si! É um corpo maleável, não um corpo escultural...ser gostosa/gostoso não é ter barriga chapada e pernas enormes, é entregar-se por completo ao outro, é despir-se de pudores e entregar-se ao DESEJO! Celulites não tiram o tesão de ninguém, o que acaba com o tesão é um ser fake, com movimentos milimétricamente calculados, é alguém que está mais preocupado com físico do que com o interior, alguém que oferece o corpo e não a alma. É uma pele macia, não uma pele necessariamente lisa que agrada...é o entrelaçar dos dedos, aquele puxão de cabelo, a respiração no cangote...aquela mordidinha nos lábios entre um beijo e outro...isso não pode ser comprado, ao contrário de peitos de silicone, o “Isso”, vem de fábrica. O “Isso” encanta, vicia. E por falar em fábrica, que fábrica PERFEITA é essa do amor que faz com que as “imperfeições” se tornem absolutas perfeitas dentro do contexto do indivíduo o tornando único e insubstituível para o ser amante...o ser amador, o ser apaixonado. Acredite em mim, que quando você fecha os olhos e sente o cheiro do objeto do afeto, tal cheiro é como o DNA: Impossível achar outro igual. Não é o sarado de 1.85m e pele bronzeada que vai substituir esse cheiro... aliás, nada no mundo é capaz! Não é toda nuca que dá vontade de beijar...orelhas não são iguais! São únicas no universo...só os apaixonados entendem! E bom...eu sou suspeita pra falar pois sou uma eterna apaixonada pelo amor e todas as suas imperfeições tão exatas!

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